quarta-feira, 16 de junho de 2010



Guilherme e Talita .

CONHECENDO : Donald Judd



Donald Clarence Judd (Excelsior Springs, 3 de Junho de 1928 - Manhattan, 12 de Fevereiro de 1994) foi um pintor e artista plástico minimalista, norte-americano.



Valeu.


Talita

Robert Morris (Missouri, 9 de fevereiro de 1931) é um artista, escultor, e escritor modernista estadunidense. Fez contribuições significativas aos movimentos minimalista e land art.


valeu.


Talita.


Dan Flavin (1933 - 1996) é um artista minimalista dos EUA. Seu trabalho se caracteriza por instalações, pinturas e esculturas, entre outros.


Dan Flavin nasceu em 1 de abril de 1933 em Nova Iorque. Flavin estudou História da Arte por um curto período de tempo na New School for Social Research e depois se mudou para Universidade Columbia, onde estudou pintura e desenho.[1]

Em 1959, fez exame de classes extraindo e pintando na universidade Columbia. Neste ano, começou a fazer ensamblage e colagens além de pinturas com influência do Expressionismo Abstrato. Sua primeira mostra de solo das construções e dos watercolors ocorreu na galeria de Judson, Nova York, em 1961.

No verão de 1961, ao trabalhar como um protetor no museu americano da história natural, Nova York, começa a fazer esboços para as esculturas em que as luzes elétricas foram incorporadas. Mais tarde, nesse mesmo ano, fez suas primeiras esculturas de luz; chamou-as de "ícones".

Em 1963, começou a trabalhar com tubos fluorescentes coloridos. Sua escultura foi mostrada em uma exibição solo, alguma luz, na galeria de Kaymar, Nova York, em 1964. Em 1967, Flavin era um instrutor do convidado do projeto na universidade da Carolina do Norte em Greensboro.

Por 1968, tinha desenvolvido sua escultura em ambientes do quarto-tamanho da luz; este ano, esboçou uma galeria inteira na luz ultravioleta em Documenta em Kassel. Foi organizada uma retrospectiva de seus trabalhos pela galeria nacional de Canadá, Ottawa, em 1969; a exibição viajou ao museu Jewish em New York em 1970.

Com uma recomendação de Marcel Duchamp, Flavin recebeu uma concessão da fundação de William & de Norma Copley, Chicago, em 1964. Começou também sua quase life-long série dos monumentos dedicados ao Constructivist Russian Vladimir Tatlin. Tornou-se sábio como um originador da arte "mínima" através da inclusão nas exibições chaves do grupo.

Cor-de-rosa em grande escala da instalação, alternar de Flavin a primeira e única e o "ouro", foram feitos para o museu da arte Contemporary, Chicago, em 1967. Em 1969 seu exibição retrospectiva "luz fluorescente, etc. de Dan Flavin," abriu na galeria nacional de Canadá, Ottawa, antes de viajar à galeria de arte de Vancôver, Colômbia britânica, e ao museu Jewish em New York City.

O vocabulário artístico em 1972 em uma instalação na galeria de Albright-Knox, búfalo luzes fluorescentes circulares de Flavin entrado, New York, e era um elemento chave de um exhibition importante no museu da arte dos louis do St, Missouri em 1973.

De seu incepção em 1974, os trabalhos numerosos adquiridos fundação da arte do diâmetro por Flavin, e suportaram projetos maiores inclusive: um trabalho ao ar livre para os quatro cantos do pátio do Kunstmuseum Basileia, em 1975; iluminando diversas plataformas do trem na estação central grande de New York em 1977; e uma instalação permanente de nove trabalhos em um firehouse e em uma igreja de Baptist anteriores em Bridgehampton, New York (instituto da arte de Dan Flavin) em 1983.

Entre Flavin a instalação em grande escala atrasada a mais importante era seu projeto para iluminar o rotunda inteiro do museu projetado Wright de Lloyd Solomon R. Guggenheim do franquia em New York City para comemorar sua restauração e reabrir em 1992 (baseado em uma instalação que menor tinha feito lá para o 1971 "Sixth Guggenheim internacional"). Flavin casou Tracy Harris, no Guggenheim, em 1992. Terminou uma instalação principal para o Kunstbau Lenbachaus, Munich, em 1974.

Três das instalações permanentes as mais ambiciosas de Flavin foram terminadas após sua morte: o lighting de Santa Maria Annunciata em Chiesa Rossa, 1920s projetou a igreja Católica em Milan, em 1997; um projeto para Richmond Salão na coleção de Menil em Houston, Texas em 1998; e a conclusão de uma instalação em seis barracks anteriores do exército na fundação em Marfa, Texas de Chinati de Donald Judd em 2000.

Flavin morreu em Riverhead, New York, em 29 de novembro de 1996.

CONHECENDO : Carl Andre


Carl Andre (Quincy, Massachusetts, 16 de Setembro de 1935) é um artista plástico estadunidense, e um dos membros do movimento minimalista nos anos 1960.

O trabalho de Andre é único e tem sua origem numa tradição de escultura. Em 1958 e 1959, fez várias peças destituídas de qualquer apoio lateral; algumas pequenas e outras maiores, a maioria a partir de seções únicas de viga de madeira para construção. A maior parte dos trabalhos desse grupo indefinido tinha uma série de cortes regulares e repetidos, feitos na[superfície do bloco com uma serra elétrica (queimaduras da lâmina da serra às vezes são visíveis).

Por volta de 1959, contudo, ele tinha começado a montar o trabalho a partir de unidades pré-formadas. Peça de Cedro foi o maior, mais ambicioso e o mais complexo deles, em seu uso repetido de uma unidade básica e em seu padrão diagonal escalonado.

Por volta de 1960, Andre havia iniciado uma série de desenhos e esculturas que obedeciam aos mesmos princípios que simplificavam radicalmente suas próprias composições e métodos de trabalho. A unidade básica de sua Série Elemento era uma viga na proporção 1:3. Cada escultura deveria ser - Andre só teve meios para realizar essa série alguns anos depois - uma combinação de entre dois e doze elementos deitados horizontal ou verticalmente uns sobre os outros. A questão aqui não é o quão semelhantes elas aparentam ser como formas, mas o quanto dessemelhantes são em muitos outros aspectos. Distintas nos materiais, volume, massa, peso, tamanho, superfícies], tecnologia, história e modo de apresentação. Semelhantes talvez numa orientação geral em direção à forma simples e sem adorno, numa crença de que se poderia fazer escultura despojando-a de detalhes não-essenciais e abandonando certos tipos de referência ilusionista. Como Andre observou: "Até um certo ponto eu estava cortando dentro das coisas. Percebi então que o que eu estava cortando era o corte. Mais do que cortar dentro do material, agora eu uso o material como o corte no espaço".

A distinção entre entalhe e modelagem torna-se irrelevante: a obra ou suas partes podem ser fundidas, forjadas, cortadas ou simplesmente juntadas; ela não é mais tanto esculpida, mas construída, edificada, montada, ordenada. Carl Andre usa materiais modernos ou materiais que foram processados por meios industriais e suas obras são enfaticamente antiilusionistas; talvez mais do que a de qualquer outro artista da época. Evitando-se qualquer efeito de desafio à gravidade escolhendo não prender, colar, soldar, cavilhar, parafusar ou manter os elementos juntos de alguma outra maneira, assim sendo esculturas de disposição.


Talita

SITE : Lycra.com - tabela de cores

E esse é o site que contém a tabela de cores e as palavras que explicam o conceito da coleção da lycra.

E o link está aqui :)



Talita

SITE : ThaFashion.com

Esse site foi passado na aula de teoria das cores pela Ana para mostrar uma tabela de cores.

O link do site está aqui e o link da tabela de cores que ela disponibilizou no mesmo site está aqui :)


Talita

CONHECENDO : Mark Rothko


Mark Rothko, nascido Markus Rotkovičs - Rothkowitz, (Daugavpils, 25 de setembro de 190325 de fevereiro de 1970) foi umpintor expressionista abstrato (embora ele rejeitasse tal classificação), nascido na Rússia(Letónia) e naturalizado estadunidense.

Rothko era um intelectual, um homem extremamente culto que amava a música e a literatura e era muito interessado pela filosofia, em particular pelos escritos de Nietzsche e pela mitologia grega. Influenciado pela obra de Henri Matisse – a quem ele homenageou em uma de suas telas – Rothko ocupou um lugar singular na Escola de Nova York.

Após ter experimentado o expressionismo abstrato e o surrealismo, ele desenvolveu, no final dos anos 1940, uma nova forma de pintar. Hostil aoexpressionismo da Action Painting, Mark Rothko (assim como Barnett Newman e Clyfford Still) inventa uma forma meditativa de pintar, que o crítico Clement Greenberg definiu como Colorfield Painting ("pintura do campo de cor").

Em suas telas, ele se exprime exclusivamente por meio da cor em tons indecisos, em superfícies moventes, às vezes monocromáticas e às vezes compostas por partes diversamente coloridas. Ele atinge assim uma dimensão espiritual particularmente sensível.


Maturidade artística

Rothko se separou de sua esposa no verão de 1937, em seguida ao sucesso de Edith no ramo das jóias. Aparentemente, ele não tinha prazer em trabalhar com sua esposa e se sentia ameaçado por seu sucesso financeiro. Edith e ele se reconciliaram no outono, mas a relação permaneceu difícil.

Em 21 de fevereiro de 1938, Rothko obtém a nacionalidade americana, incitado por seus medos de que a influência nazista, crescente na Europa, pudesse provocar a deportação de judeus americanos. A aparição de simpatizantes do nazismo nos Estados Unidos aumentou seus temores; em Janeiro de 1940, adotou o nome Mark Rothko. A partícula "Roth" era identificada como judaica.

Após o pacto germano-soviético entre Hitler e Stalin, em 1939, Rothko, Avery Gottlieb e outros deixaram o Congresso dos artistas americanos em sinal de protesto contra a aproximação do congresso com o comunismo radical. Em junho, ele forma com outros artistas, a Federação dos pintores e escultores modernos, cujo objetivo era manter a arte isenta de propaganda política.


Inspiração nietzscheana

Um livro crucial para Rothko foi O nascimento da tragédia de Friedrich Nietzsche. A nova visão de Rothko tentava dirigir-se às exigências da espiritualidade do homem moderno e às exigências criativas mitológicas, como Nietzsche, clamando que a tragédia grega é uma tentativa humana de compensar os terrores de uma vida mortal. Os objetivos artísticos modernos deixam de ser importantes para Rothko e sua arte terá como finalidade, aliviar o vazio espiritual fundamental do homem moderno; um vazio criado pela ausência de uma mitologia voltada corretamente "ao crescimento de um espírito infantil e (…) para a vida e as lutas de um homem" e para fornecer o reconhecimento estético necessário à liberação das energias inconscientes, precedentemente liberadas pelas imagens, símbolos e rituais mitológicos.

Rothko se considerava como um "fazedor de mitos". "A experiência trágica fortificante" escreveu ele, "é para mim a única fonte de arte".


Valor monetário de suas obras

Em novembro de 1999, uma de suas telas de 1952 foi vendida por 10,215 milhões de euros.

DICA: Site de tendencias.

Esses dois sites foram passados pela Monayna no primeiro dia de aula e para quem não lembra eu vou postar aqui :)





Talita :)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

FILME : Depois daquele beijo (Blow Up)


Depois Daquele Beijo", de Antonioni, foi inspirado em conto de Julio Cortázar





Antonioni recebeu indicação ao Oscar por ''Blow Up'', seu primeiro filme em inglês
PARIS, 31 Jul 2007 (AFP) - O cineasta italiano Michelangelo Antonioni, que morreu na segunda-feira, em Roma, ficou conhecido mundialmente em 1967 ao vencer o Festival de Cannes com "Blow Up -Depois Daquele Beijo", inspirado livremente em um conto do argentino Julio Cortázar, "As Babas do Diabo".O filme, produzido por Carlo Ponti, foi rodado em inglês por Antonioni e conta a história de um fotógrafo, interpretado por David Hemmings, que se vê envolvido num caso de assassinato. A trama do conto de Cortázar, escrito em 1959 e incluído no livro "As Armas Secretas", narra a história de Roberto Michel, um tradutor franco-chileno, residente em Paris, um apaixonado por fotografia que acidentalmente fotografa uma mulher que beija um adolescente num parque.Ponti comprou por US$ 4 mil de Julio Cortázar os direitos autorais de seu conto. "Por 'Blow Up', esse gênio das finanças modernas que é [O produtor] Carlo Ponti me ofereceu e eu aceitei US$ 4 mil dólares; eles ganharam US$ 25 milhões com o filme. Isso não tem qualquer importância. O resultado é que Antonioni fez um filme admirável", afirmou Cortázar em uma entrevista de 1973 a Hugo Guerrero, publicada na revista "Siete Días", de Buenos Aires.Segundo o crítico Guillermo Arias, na revista on-line de cinema "Feedback-zine", "'Blow Up' é um filme intimamnte ligado ao tempo em que foi feito: Londres, meados dos anos 60, baseado num conto de Julio Cortázar que questiona o poder da veracidade da imagem por meio da história de um fotógrafo que assegura poder resolver o enigma de uma um crime a partir da análise de uma série de fotografias que ele tirou e que amplia sucessivamente"."Necessitarei de pelo menos outro filme para explicar 'Blow Up'", declarou Antonioni na coletiva de imprensa do Festival de Cannes, em maio de 1967, depois de ganhar a Palma de Ouro.Arias cita algumas declarações de Antonioni em 1982 no "Corriere della Sera": "A maior dificuldade que encontrei foi a de representar a violência da realidade. As cores embelezadas e edulcoradas são, geralmente, as que parecem mais duras e agressivas. Em 'Blow Up', o erotismo ocupa um lugar de máxima importância, mas, geralmente, se enfatiza uma sensualidade fria, calculada. Os rasgos de exibicionismo e voyeurismo estão especialmente enfatizados: a jovem mulher do parque se desnuda e oferece seu corpo ao fotógrafo em troca dos negativos que tanto deseja recuperar"."O filme de Antonioni fez muito sucesso, despertou grande interesse e fez com que as pessoas começassem a ler meus contos", declarou Cortázar.O escritor viu o filme como "um espectador qualquer... estava em Amsterdã, num dia de chuva. 'Blow Up' estava estreando, paguei minha entrada e vi o filme. Gostei muito", contou.

RECOMENDAÇÃO : Masters of Photography

Esse é o site que a professora Ana passou sobre as fotografias e que eu demorei pra passar :)


http://www.masters-of-photography.com/

CONHECENDO: Cindy Sherman

Este texto está traduzido pelo tradutor do Google, então perdoe os erros :)

Cindy Sherman (nascido em 19 janeiro de 1954) é uma fotógrafa e diretora de cinema americano, mais conhecido por seus retratos conceituais. Sherman actualmente vive e trabalha em Nova York. Em 1995, foi o destinatário de uma concessão de MacArthur. Ela é representada por Sprüth Magers Berlim Londres na Europa e na galeria Metro Pictures, em Nova York. Através de uma série de diferentes séries de trabalhos, Sherman levantou questões importantes e desafiadoras sobre o papel ea representação das mulheres na sociedade, a mídia ea natureza da criação de arte.

Primeiros anos

Cindy Sherman nasceu em 19 janeiro 1954 em Glen Ridge, New Jersey. Pouco depois de seu nascimento, sua família mudou-se para o município de Huntington, Long Island.Sherman se interessou pelas artes visuais em Buffalo State College, onde ela começou a pintar. Frustrado com o que viu como as limitações do meio, abandonou a forma e pegou a fotografia. " aqui não era nada mais a dizer [com pintura]", ela recorda. "Eu estava meticulosamente copiar outros artistas e então eu percebi que eu poderia usar apenas uma câmera e colocar o meu tempo em uma idéia em seu lugar." Ela passou o resto de sua carreira universitária focada em fotografia. Apesar de Sherman não tinha um curso de fotografia exigida como um calouro, ela repetiu o curso com Barbara Jo Revelle, que ela créditos com a introdução de arte conceitual que ela e outras formas contemporâneas. Na faculdade ela conheceu Robert Longo, que a encorajou a gravar seu processo de dolling acima dos partidos e, juntamente com Charles Clough, criado Hallwalls, um centro de artes.

Carreira fotográfica

Sherman obras em série, normalmente fotografar-se em uma série de fantasias. Por exemplo, em seu marco 69 séries fotografia, o Complete Untitled Film Stills, (1977-1980) Sherman apareceu como B-movie, filme estrangeiro e atrizes de filmes do estilo noir. A série, de 2003, apresenta-la como palhaços. Apesar de Sherman não considera seu trabalho feminista, muitas de suas fotos em série, como o de 1981 "Centerfolds, chamam a atenção" para os estereótipos de mulheres em filmes, televisão e revistas. Quando se fala de uma de suas fotos centerfold Cindy disse: "Em termos de conteúdo que eu queria um homem abrir a revista, de repente olha para ele com uma expectativa de algo lascivo e depois sentir o infrator que seria. Olhando para esta mulher que é, talvez, uma vítima. Eu não considerá-los como vítimas no momento ... Mas suponho ... Obviamente, eu estou tentando fazer alguém se sentir mal por ter uma certa expectativa. " Em resposta à polêmica envolvendo o financiamento NEA fotógrafo Robert Mapplethorpe e Andres Serrano, Sherman produziu a série Sexo, em 1989. Estas fotografias caracterizado pieced-junto manequins médicos em flagrante delito. Como grande parte do trabalho de Sherman, muitos críticos encontrar a série tanto perturbador e engraçado. Em seu trabalho, Sherman é simultaneamente revelado e escondido, com nome e sem nome. Ela explicou ao New York Times em 1990, "Eu sinto que estou no meu trabalho anônimo. Quando eu olhar as fotos, eu nunca vejo, não são auto-retratos. Às vezes eu desapareço." Em 2006, o Jeu de Paume, em Paris museu acolheu uma exposição de obras de Sherman, "Cindy Sherman: A Retrospective". Incluiu obras abrangendo 30 anos 1975-2005. O que emerge através destas imagens é uma análise subtil da identidade individual, tanto nas fantasias que ela gera e as forças que lhe dão forma. Essa imersão no incerto, as zonas de conflito onde a identidade individual lutas com o imaginário coletivo, os estereótipos e as questões de poder simbólico, pode ser um brincalhão ou, quando se toca em horror e repulsa, a decadência eo desmembramento do corpo, muito escuro.

cont. : http://en.wikipedia.org/wiki/Cindy_Sherman

CONHECENDO : Nan Goldin

Nan Goldin (Washington, D.C., 1953) é uma fotógrafa americana.



Goldin cresceu em uma familia judia de classe média alta em Boston, Massachusetts. Em 1968 um professor da escola e que estudava, Satya Community School, lhe introduziu a câmera fotográfica; Goldin tinha quinze anos de idade. Sua primeira mostra solo, realizada em Boston em 1973, foi baseada em suas jornadas fotográficas através das comunidades gays e transessuais da cidade, introduzida no meio pelo amigo David Armstrong. Goldin graduou-se na School of the Museum of Fine Arts, Boston/Tufts University em 1977/1978, onde trabalhou na maioria com impressões através do processo de Cibachrome.
Depois de se formar, Goldin mudou-se para Nova York. Começou então a documentar o cenário new-wave pós-punk, simultaneamente à subcultura gay no final da década de 1970 e começo da década de 1980.

CONHECENDO : Diane Arbus

Diane Arbus (Diane Nemerov, 14 de março de 1923, em New York City; d. (suicídio) 26 de Julho de 1971) foi uma fotógrafa americana, célebre por seus retratos.




Diane Arbus se casou aos 18 anos com o fotografo Allan Arbus. A temática principal de sua fotografia era "o outro lado", mais angustiado, da cultura americana. Arbus experimentou com o flash durante o dia, permitindo destacar a figura principal do fundo das fotografias.
Diane Arbus começou a fotografar com Allan, seu marido. Depois de se separar, aprendeu com Alexey Brodovitch e Richard Avedon. No início dos anos 1960 deu início à carreira de fotojornalista e publicou na Esquire, The New York Times Magazine, Harper`s Bazaar e Sunday Times, entre outras revistas. Por esta altura, escolheu uma máquina reflex de médio formato Rolleiflex com dupla objectiva, em detrimento das máquinas de 35 mm. Com a Rolleiflex teria "vistas largas", mais resolução e um visor à altura da cintura que lhe proporcionava uma relação mais próxima com o fotografado. Entram também em cena os flashes em fotografias tiradas de dia. O objectivo era separar o essencial do acessório. Duas bolsas Guggenheim (1962 e 1966) permitiram-lhe desenvolver melhor um trabalho de autor, mostrado pela primeira vez num museu em 1967 (colectiva New Documents Museum of Modern Art). Em Julho de 1971 suicidou-se tomando barbitúricos e cortando os pulsos. O catálogo da exposição retrospectiva que o curador John Szarkowski concebeu, em 1972, tornou-se num dos mais influentes livros de fotografia. Desde então, foi reimpresso 12 vezes e vendeu mais de 100 mil cópias. A exposição do MoMa viajou por todo o país e foi vista por 7 milhões de pessoas. No mesmo ano, Arbus tornou-se a primeira fotógrafa americana a ser escolhida para a Bienal de Veneza. Diane Arbus fotografou essencialmente pessoas à margem da sociedade e pessoas comuns em poses e expressões enigmáticas.
Em 2007 estréia o filme 'A Pele', com Nicole Kidman, baseado em sua vida. "Para mim o sujeito de uma fotografia é sempre mais importante que a fotografia. E mais complicado…"


CONHECENDO : Richard Avedon


Richard Avedon (Nova Iorque, 15 de maio de 1923 — San Antonio, 1 de outubro de 2004) foi um fotógrafo estadunidense



Biografia


Filho do fotógrafo russo Jacob Israel Avedon, estudou filosofia na universidade de Columbia, em Nova Iorque, e tornou-se em 1941 Co-editor da revista The Magpie. Cumpriu o serviço militar entre 1942 e 44, após o que, foi estudar com Alexey Brodovitch no laboratório de design da New School for Social Research, em Nova Iorque.
Em 1945 tornou-se fotógrafo da Harper's Bazaar, e até ao fim da década fotografou também para a Theatre Arts e para a revista Vogue.
Em 1957 trabalhou na fotografia e foi consultor visual do filme "Funny Face" de Stanley Donen, nomeado para 4 Oscar’s da Academia de Hollwood, e com Audrey Hepburn e Fred Astaire nos principais. Esta colaboração não foi casual, pois o filme é baseado na carreira de Avedon e a personagem de Fred Astaire e inspirada directamente no fotógrafo nova-iorquino.
Apesar de já merecer um filme, a sua carreira não se encontrava nem a metade, e assim, após ser reconhecido pela Popular Photography em 1958 como um dos 10 melhores fotógrafos do mundo, Richard Avedon publicou a meias com o famoso escritor Truman Capote o livro "Observations", e mais tarde "Nothing Personal", com texto de James Baldwin.
O seu trabalho esteve exposto no instituto Smithsonian em Washington no ínicio da década de 1960, e após fotografar o movimento sulista dos direitos civis em 1963, tornou-se fotógrafo da revista Vogue, à qual se manteve fiel durante mais 34 anos.
Depois de fotografar o movimento anti-guerra na América do final dos anos ’60, Avedon regressa às exposições quase uma década depois, desta feita no Minneapolis Institute of Arts, no estado do Minnesota, e 4 anos depois, em 1974 organiza no Museum Of Modern Art (MoMA) em Nova Iorque uma exposião com fotos do seu pai, intitulada naturalmente, "Jacob Israel Avedon".
Durante a década de 1970, fotográfa no Vietnam, e após regressar é alvo de mais uma série de exposições e de convites para ilustrar livros com as suas imagens, bem como duas publicações nos Estados Unidos com retrospectives do seu trabalho.
Em 1982 passa a fazer parte da "Hall of Fame" do Art Director's Club em Nova Iorque, e em 1985 publica mais um livro, desta feita intitulado "In The American West". Ainda no mesmo ano, começa a trabalhar em colaboração com a revista francesa Egoïst, e recebe uma série de prémios por realizar um anúncio para televisão, entre eles o prémio de excelência atribuido pela empresa do inventor do rolo fléxivel e responsável pela massificação da fotografia, a Eastman Kodak.
Em 1989 recebeu um Certificado de Reconhecimento atrbuido pela Universidade de Harvard, e durante a decada de ’90, continuou a trabalhar, e a expor em diversos sítios recebendo inúmeros prémios de carreira e de mérito. Em ’93 publicou uma autobiografia, e no ano seguinte o livro "Evidence", vencedor do prémio de melhor livro de fotografia do ano, atribuído pela Biblioteque Nationale. Neste mesmo ano, recebe também um Doutoramento Honorário da Parsons School of Design em Nova Iorque.
No final da década publica o livro "Avedon: The Sixties", que conta com os melhores retratos feitos na década de ’60, uma verdadeira viagem visual ao interior de quase todas as personagens que marcaram aquela que culturalmente, foi um das décadas mais ricas do século.
No novo milênio, Avedon continua a receber prémios em todo o mundo com uma regularidade impressionante. Publica em 2001 o livro "Richard Avedon: Made in France" e continua a ser alvo de inúmeras exposições baseadas no seu trabalho recente e nos seus trabalhos mais antigos.
No ano antes de morrer, em 2003, Richard Avedon representa o papel de Mr.Apology na peça de Alec Wilkinson "Mr. Apology", de novo na cidade onde nasceu, em Nova Iorque. Recebe o prémio do 150º aniversário da Royal Photographic Society e mais dois prémios de carreira até falecer, a 1 de Outubro de 2004, em San Antonio no Texas, longe da sua terra natal, mas irónicamente enquanto trabalhava para a revista "The New Yorker".
No ano seguinte a The Richard Avedon Foundation é criada para garantir que a visão do fotógrafo é salvaguardada. Durante a sua longa carreira fotografou nomes tao distantes no tempo e no espaço social que ocupam, como Marilyn Monroe, Tennessee Williams, Bob Dylan, Henry Kissinger, Michael Moore, Paul Simon & Art Garfunkel, as 3 gerações de Martin Luther King, Andy Warhol e os elementos do seu atelier, a "Factory", Hilary Clinton, o lendário realizador John Ford, Malcolm X, Truman Capote, John Kerry e a portuguesa Teresa Simões-Ferreira Heinz-Kerry, Janis Joplin, o líder dos Mothers Of Invention Frank Zappa, Abbie Hoffman, o presidente das Nações Unidas Kofi Annan, Carmen Mayrink Veiga, John Galliano, Mae West, Samuel Beckett, o compositor Igor Stravinsky, Charlize Theron, o espanhol Pablo Picasso, o presidente dos Estados Unidos Dwight Eisenhower, Naomi Campbell, Charles Chaplin, Ringo Starr, George Harrison, Paul McCartney e John Lennon.

Análise temática


Analisando a regra de Richard Avedon, e não a excepção, ou seja, analisando os seus retratos de estúdio, pode-se induzir no erro de pensar à partida que as suas imagens não possuem uma temática. Embora em parte seja verdade, pois esses retratos, por hora, não tratam de nenhum temática específica, existe uma temática geral que os caracteriza e que é comum a todo o seu trabalho retratista.
Assim, pode-se dizer que o trabalho de Avedon, de uma forma geral, reflecte a realidade do ser humano destituída de noções espaço-temporais. As pessoas, são o centro de todo o seu trabalho, e quase sempre, não são só o centro, mas são também o único elemento da imagem. Por isso, Avedon concentra-se nelas e tenta retirar delas aquilo que elas transmitem, na sua forma mais pura.
Ao analisar a obra completa de Richard Avedon, um dos aspectos mais curiosos com que se depara, é um sentido de atemporalidade incrível. Tendo sido o século XX marcado por uma quase absurda massificação da imagem e dos ícones que se impuseram culturalmente em todo o globo, o espectador ganhou uma curiosa capacidade de relacionar todos esses rostos com um determinado acontecimento, e com uma determinada maneira de ser. Desta forma, Avedon apresenta grande parte desses rostos, desprovido da confortável sensação conferida habitualmente pelas referências espaço-temporais, totalmente nu perante o espectador, que não consegue evitar desenhar atrás deles o cenário que o seu subconsciente construiu acerca dessa pessoa. Da mesma forma, a mesma expressão facial em Henry Kissinger e Andy Warhol, transmite diferentes ideias ao espectador.
Richard Avedon não se limita a utilizar pequenas narrativas para contra histórias com o seu trabalho. Em vez disso, prefere testemunhar a História e a cultura do século XX através dos seus principais intérpretes, sem nunca ajuizar os seus sujeitos. Através da omissão dessas referências espaço-temporais, Avedon torna contemporâneas, personagens tão díspares, apresentando-as quase como se tivessem estado todas numa mesma grande festa. Por isso é que, apesar de aparentemente iguais, são tão diferentes as fotos que Avedon produz, quando o sujeito é um estranho, ou quando é uma personalidade que conta algo só pela sua presença. Quando é alguem que já conhecemos através dos media, Avedon trata de nos dar a sensação de que a nossa relação com essa personalidade é algo íntimo e pessoal, como se o conhecessemos, e se as suas memorias fossem as nossas.
É devido a esta naturalidade com que Richard Avedon capta os sujeitos, que o fotógrafo Americano consegue criar todo um processo de humanização de ícones pela mão de imagens que nos olham nos olhos e eventualmente, que nos atravessam.

Análise da composição da imagem


Sendo que o trabalho de Richard Avedon é quase exclusivamente constituído por retratos, também a composição das suas imagens é comum a quase todo o seu trabalho. Com manchas completamente contrastantes, as fotografias de Avedon apresentam um fundo simples, normalmente um cenário branco ou cinzento, com a imagem de uma pessoa em primeiro plano. Esse dualismo do complexo sobre o simples, torna as imagens de Avedon mais interessantes e valoriza a concentração na personagem, que por regra tem todas as imperfeições da cara bem definidas, com um pormenor infalível mesmo à luz da lupa.
Quase sempre, as personagens dos seus trabalhos encontram-se de frente para a câmara, em pé, centrados ou ligeiramente (e propositadamente) descentrados, e a meio de qualquer movimento ou expressão. Assim, Avedon utiliza com extrema frequência planos americanos, planos médios, e grandes planos, dependendo do sujeito, sendo que são extremamente raras as utilizações de um plano geral, que não seja para captar um grupo de pessoas, nas mesmas condições de estúdio que os seus retratos individuais.
Aspecto curioso também na maneira como compunha as suas imagens, é a forma como utilizava o espaço vazio. O espaço vazio, que ocupa normalmente mais de metade das suas imagens, mas que nunca perde o equilibrio, exerce como que uma força sobre as personagens, força essa que só vem a ser reforçada com um dos "clichés" de Avedon, que são as margens pretas que tem por hábito deixar nas bordas da imagem.

Análise cromática


Apesar da fotografia a cores ser algo raro na obra de Richard Avedon, que opta quase sempre pela dessaturização, os contrastes cromáticos no seu trabalho são extremamente ricos.
A luz intensa, e contudo dispersa que utiliza nos seus retratos torna os contrastes e o detalhe muito fortes, e isso faz com que sejam visíveis todos os tons de cinzento, branco e preto que a foto pode oferecer.
Ironicamente, aquela que provavelmente é a mais famosa série de imagens de Richard Avedon, conta com cores absurdamente vivas, como as fotos dos quatro Beatles de 1967, incluídas na edição de 9 de Janeiro de 1968 da revista Look, logo após o lançamento dos álbuns Sgt. Pepper Lonely Heart’s Club Band e Magical Mistery Tour, e apenas uns meses antes do lançamento do álbum homônimo, conhecido como White Álbum, naquela que foi uma das fases mais criativas da banda de Liverpool, e que coincide com o auge e saída da fase psicodélica dos britânicos. Possivelmente por esse mesmo motivo, é que Richard Avedon, paralelamente com outras fotos da banda que fez, decide criar quatro obras psicodélicas, uma com cada membro. Essas fotos representam cada membro de forma muito distinta, como que refletindo através da cor a personalidade de cada um. Tanto há quarenta anos como hoje, as personalidades dos Beatles, é conhecido do grande público. Sabendo disso e para servir esse propósito, Avedon faz outra coisa que é rara no seu trabalho, que é utilizar adereços propositados. Assim sendo, a simplicidade de Ringo é representada a duas cores (além do preto e do branco, naturalmente), por um pombo branco pousado na mão do baterista, e um tom de laranja pastel, quase castanho, que lhe ilumina a face e o tronco despido, deixando um azul inofensivo como a sua expressão, nas sombras que o corpo encobre.
George Harrison é apresentado também em tronco nú, com a mão levantada e pinturas Indianas a cobrirem lhe a parte de cima do tronco e da mão, que remetem para o lado espiritual do pupilo de Ravi Shankar. A foto utiliza um filtro verde que cobre toda a imagem, e é colmatada com um laranja extremamente saturado que substitui os tons fortes da imagem. Já Paul McCartney, é representado através de um azul extremamente claro, sem demasiada saturação, como se estivesse a tentar não incomodar ninguém, mas por outro lado, em perfeita harmonia com o lilás que cobre as sombras das fotos. Olha sereno para a câmara enquanto segura na mão o caule de uma planta com flor. Por fim, John Lennon, naquela que é provavelmente a imagem mais emblemática tanto dele como de Avedon, figurando até na capa da sua compilação "Avedon: The Sixties", está apresentado com quatro cores. O fundo em amarelo vivo define o tom com que a imagem vai contrastar. Assim, a sua pose altiva encontra-se com a parte iluminada da face, a roxo, e a parte escurecida pela sombra, colorada de vermelho. Por fim, os seus famosos óculos redondos, revelam umas curvas psicodélicas em vermelho e verde. Todas as cores desta imagem são altamente saturadas, como se estivessem a reforçar a idéia da controvérsia sempre gerada por John, e o reflexo do psicodelismo nos seus óculos também não foi com certeza mero acaso.

Na primeira pessoa


Na opinião de Richard Avedon, a fotografia é uma arte triste, pois perece, mas ainda assim permanece. Para evitar a tristeza e a morte que afirmava ter povoado o seu trabalho quando era mais novo, pois retratou personalidades como Jean Renoir, Igor Stravinsky e John Ford já no fim de vida, e carrega também no seu currículo uma foto que tirou nessa altura do seu pai Jacob Israel. No futuro que se seguiu, Avedon garantiu que não estava interessado em voltar a retratar a morte, pois isso era demasiado íntimo para a arte. Aponta para o seu pai como seu tutor, pois foi este que lhe ensinou o poder da luz na feitura de uma fotografia.
Enquanto crescia, essa cultura da fotografia foi alimentada pelos preciosos retratos da família Avedon. Richard Avedon recordava-se da família planejar cuidadosamente as composições das fotografias, dos trajes que vestiam, das poses que encarnavam, das casas e carros alheios que inseriam na foto numa tentativa de ostentar uma irrealidade, e dos cães que pediam emprestados para o mesmo efeito. De facto, por muito bizarro que pareça, estes acontecimentos não são ficcionados, e a família Avedon posava realmente para as fotos com cães emprestados. Era uma ficção construída ali mesmo, sobre a vida real daquela família Nova-Iorquina. Richard Avedon, anos mais tarde, encontra no espaço de um ano do álbum de família 11 cães diferentes, e recorda-se de serem utilizados quase sempre cães diferentes para cada foto dos Avedons. Era como se um cão fosse algo essencial para a sorridente ficção da família Avedon. Como o próprio em tempos disse, essas mentiras mostravam a farsa que eles eram, enquanto revelava a realidade sobre aquilo que almejavam ser.
Richard Avedon afirmava que na fonte do seu trabalho estavam uma série de "nãos". Dizer "não" a uma luz requintada, a uma aparente composição, à sedução de uma pose e de uma narrativa permitiu-lhe, e eventualmente forçou-o a dizer "sim" a algo. Para Avedon, é suficiente dizer "sim" a um fundo branco, à pessoa em que estava interessado e ao que se passa entre eles.
Viciado no trabalho, o nova-iorquino reclamava que se passa um dia em que não faça algo que esteja de alguma forma relacionado com a fotografia, é como se a sua vida se esvaziasse de existência, quase como se nunca tivesse chegado a acordar. Embora reconhecesse que a sua carreira na fotografia não foi totalmente premeditada, Avedon sabia que o o acaso de ser fotógrafo foi o que tornou a sua vida possível.
Em tempos, Avedon recordou a sua ida a Washington, para fotografar o mediático político Henry Kissinger. À medida que Avedon aproximou a câmara de Kissinger, este retorquiu "Seja gentil comigo". Sem nunca ter sabido o que realmente queria Kissinger dizer com aquilo, Avedon limitou-se a especular. Naturalmente, que tendo sido Secretário de Estado, Kissinger saberia bastante sobre manipulação de imagem, e por isso, esta preocupação do político realmente pôs Richard Avedon a pensar no significado daquela enigmática frase. Quereria Kissinger parecer mais sábio, mais caloroso, mais sincero do que ele próprio sabia que era? Avedon acreditava que é trivial e rebaixante fazer alguém parecer mais sábio ou nobre (algo que afirmava ser fácil de ser feito), ou até convencionalmente bonito, quando a pessoa por si só, sem artifícios é algo muito mais complicado, contraditório, e como tal, fascinante.
Richard Avedon não achava que a fotografia tinha que justificar a sua existência através do seu reconhecimento como "arte". Elas são memórias do homem, facetas contraditórias de um instante de uma vida enquanto sujeito, e das nossas vidas enquanto espectadores. Assim sendo, o nova-iorquino via as suas próprias fotografias como imagens vivas, prestes a saltar da imagem que nem as personagens do filme de Woody Allen, "A Rosa Púrpura do Cairo". Essas personagens das suas fotos, têm confrontos com os espectadores, e por isso é uma forma de arte tão distinta das outras. Desta feita, e ainda em referência a Henry Kissinger, Avedon lembra que o significado daquela fotografia, como o de tantas outras, é o de lembrar o terror e a maravilha que é uma fotografia, tantas vezes subvalorizada.
Dono de um universo constante e intemporal, Richard Avedon viveu 81 anos para testemunhar da melhor maneira possível o século com mais História que a Humanidade viveu. Até ao fim, fez questão de trabalhar, e de trabalhar em estúdio como sempre havia feito, pois isso isolava as pessoas do seu meio ambiente, tornando-as um símbolo daquilo que eram. E todas as pessoas consultavam Avedon, como se fosse um médico, na esperança que este lhes dissesse como é que elas eram na realidade. No entanto, e nas suas próprias palavras, todas as fotografias são verdadeiras. Mas nenhuma é verdade.